O GAJO TEM 33 ANOS, PÁ!


Comecei a escrever sobre jogos em 1990. Para uma fanzine, a “100%”, que durou… um número (a distribuição estava assegurada pela loja Malhus, no Centro Comercial Amoreiras, mas a falta de diligência do responsável fez com que toda a tiragem (umas poucas dezenas) ficasse escondida debaixo do balcão. Ironicamente, voltou a acontecer-me o mesmo muitos anos depois, agora numa grande superfície de produtos culturais, e com um jornal a sério. Pouco terá mudado na forma como os espaços comerciais encaram os conteúdos e a sua divulgação, portanto.

De seguida veio a “Kaos”, fanzine que fundei com o Jorge Vieira (companheiro de estrada até aos dias da Mega Score e Hype!) onde aprendi muitos dos conceitos editoriais – da redacção ao design e à distribuição – que me orientaram ao longo da minha carreira profissional. Foi também a Kaos me imprimiu uma boa parte da ética de trabalho quase operária necessária para iniciar um projecto e mantê-lo mesmo em dias de menor motivação – foi a minha tarimba. Um pouco aquilo que a malta de hoje deve sentir quando tem a responsabilidade de criar, desenhar, estruturar, escrever e promover um site ou blog.

Tudo isto e já lá vão quase 20 anos a escrever sobre videojogos – tirando uma pausa de cerca de dois anos, para cumprir o serviço militar obrigatório, tirar o curso de jornalismo e andar a ganhar experiência em redacções de revistas, rádio, jornais e Internet, tem sido esta a minha vida.

É natural que ao fim de tanto tempo haja picos de maior paixão e entusiasmo – quando surge uma nova geração de consolas (DS), uma tecnologia revolucionária (Internet), um criador visionário (Will Wright), uma obra-prima de jogo que mexe com tudo (Doom), uma vaga de fundo (jogos DIY) – mas é ainda mais expectável que nos sintamos fatigados com os espinhos de cansaço e monotonia que nos vão fazendo questionar se não estará na altura de nos atirarmos a outras experiências.

Bom, um tipo vai-se protegendo. Quer escrever sobre os jogos que suscitam reflexão – mesmo se forem maus -, interessa-se mais por artigos de reportagem e pesquisa, ou por colunas de opinião. Enfim, por conteúdos onde a experiência pode valer alguma coisa.

Trocando por miúdos: é natural que uma pessoa se questione “não estou farto de escrever sobre jogos? É mesmo isto que vou querer fazer toda a vida?”, especialmente quando, em Portugal, um jornalista especializado na área tem sempre a cabeça no cepo, graças à precariedade da indústria de conteúdos do nosso país e à escassez de saídas profissionais nesta área em particular. Crise de meia-idade?

Confesso que, no meu caso, fui visitado por estas questões algumas vezes, mesmo quando tinha certeza de que, com a Hype!, eu e os meus colegas de redacção estarmos contribuir para algo de refrescante e libertador do ponto de vista pessoal e do ponto de vista do panorama editorial nacional. A Hype! foi um projecto com cabeça, tronco e membros (bom, talvez lhe faltasse um membro, se quisermos pensar em termos de algumas opções de marketing e atendimento ao consumidor), uma reunião de valências a nível de design e conteúdos que se calhar poucos profissionais desta área em Portugal tiveram a sorte de experimentar. Mas a pequenez do quintal-Portugal, a mesquinhez das mentalidades, a miopia de comunidades que têm o horizonte do mundo à sua frente (graças à Net) e mesmo assim só olham para as pontas dos pés… enfim, isto cansa.

Pensei que o final da Hype! – horrível, prematuro, injusto, ingrato, sinal de separação de amigos de longa data – fosse enfim trazer-me algum descanso e até alívio. Mas, estranho: voltei a sentir aquele vazio de há 13 anos, quando a tropa, o curso e o “outro” trabalho me fizeram perder a geração Mega Drive. Passaram-se dois meses e é como se tivesse perdido todas as maravilhas que o Verão trouxe à indústria. É como deixar de ver uma série de televisão e já não conseguir discutir os últimos episódios com os amigos. Eu QUERO saber o que se está a passar. Afinal, a permanente surpresa e promessa de futuro por realizar foi, desde sempre, um dos fundamentos inspiradores que me fez ter seguido por este caminho, até hoje, até aqui. É por isso que, apesar de já estar noutra área, mas ainda com um pé nos videojogos – vejam a minha bio – que decidi retomar o UN. Para me forçar a acompanhar esta indústria e tudo o que ela ainda tem para nos oferecer.

Ainda não cheguei ao último nível.

Seguem-se mais posts. Se calhar alguns mais virados para o passado… ahah.

PS: ainda hei-de scanar uma 100% e uma Kaos…

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UN: IT’S ALIVE! IT’S ALIVE!

Que angústia escolher entre blogger ou wordpress!
O WordPress.com tem dois grandes problemas: é preciso pagar para editar o layout (!), não permite integrar plug-ins externos nem publicidade tipo Adsense.

O Blogger até parece mais fácil de usar e nem por isso fica atrás do WordPress em termos de funcionalidades, como me garantiam.

E a verdade é que o gigantismo da Google garante uma torrente de boas ideias, maior “simpatia” nos resultados do motor de busca e supostamente um melhor apoio técnico…

Por outro lado, toda esta situação de mudança de poiso e de layout surge APENAS porque o Blogger me obriga a mudar tudo graças à actualização que fez há um ano (precisamente para poder acompanhar o WordPress)… Não me agrada vir a ser obrigado de novo a mudar tudo por decisão da Google – empresa que admiro – por isso vou ficar por aqui e rezar para não me arrepender e para que os tipos do WordPress sejam rápidos a corrigir certas limitações.

já fui experimentando coisas na versão WordPress e agradam-me as possibilidades que aqui encontrei (por exemplo, este é um sticky post, vai ficar aqui em destaque nestes primeiros tempos), apesar do layout estar longe de ser o que desejo para o UN. Queria alargar para a direita a coluna dedicada aos posts… e descobrir como raio enfiar aqui o nome do blog!

Esperem posts em breve – enquanto vou adaptando funcionalidades e coisas tipo o tamanho das imagens.

Obrigado pelas opiniões e sugestões que me foram dando, foram bem úteis. Continuem a enviá-las.

WORK IN PROGRESS

A tentar actualizar o layout do UN. Desculpem qualquer coisinha, os dois ou três utilizadores que ainda cá apareciam.

TIME TO KILL

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket
A imagem que acompanha este post pertence a Dtoider Gerald, um estudante norte-americano que se propôs criar esta tela “colaborativa” para a sua aula de Arte. Colaborativa não só porque envolveu um cúmplice, seu colega de turma, mas a ajuda de dezenas de anónimos do fórum do blog Destructoid, a quem Dtoider se dirigiu pedindo ideias para o seu projecto.

Aqui fica, na suas próprias palavras, uma descrição do processo de criação da obra (a que ele pensa baptizar de “A Time To Kill”):

“There were a lot of sleepless nights. From conception to completion, I’d say it took 200 hours or so, over the course of a month. Majority of it is acrylic paint. Heavy body gel was used on the clouds and the Mario brick path. Many individual pieces were cut out to create depth. The face, tongue, arm, and PS3 were cut from another hardboard panel and glued on the painting surface. There are also smaller pieces made that are detachable. The Mario blocks, the giant black DS stylus, the NES controller, the Mario pipe filled with handhelds, the music notes and the car (it’s actually based on the Camaro used in the Transformer movie for Bumblebee) are all detachable (velcroed). I’ll give you a list of all references used later. I kinda want the viewers to find out as much detail as they can on their own.

Fonte: Destructoid

A obra é maior do que aqui se pode ver. Para a ver na sua totalidade, cliquem aqui.

MYGAMES A 25 DE JULHO

“Rede MyGames nasce a 25 de Julho com site, revista e programa de televisão

por Hugo Real

O primeiro projecto multiplataforma da Impresa Digital vai ser lançado a 25 de Julho e consiste na rede MyGames. Sob a responsabilidade de Tiago de Sena, esta rede vai começar com um site (www.mygames.pt), uma revista (a Hype!) e um programa de televisão na SIC Radical, revelou ao M&P Carla Lourenço, directora de marketing da Impresa Digital.Apesar de ainda não estarem definidos todos os pormenores sobre esta rede, Carla Lourenço explicou que está a ser realizado “um esforço para que toda a plataforma seja lançada no Campus Party Portugal 2007”, que será realizada de 25 a 28 de Julho, no Centro de Congressos da Batalha.

Seguro é que a revista vai assumir uma periodicidade mensal, terá uma equipa de seis elementos (editorias e gráficos) e terá em Nelson Calvinho o seu director editorial. A Hype! terá um preço de capa de 2,99 euros, que passa para os 4,99 quando comprada com DVD. Já o programa televisivo será semanal e terá em Diogo Beja o seu apresentador. Apesar de ainda não estar definido, este projecto poderá ser ampliado a outras plataformas como, por exemplo, o mobile, adiantou a mesma responsável. “O MyGames é um projecto multiplataforma, para o arranque vamos avançar para estes três meios e depois vamos contemplar outros”, avançou Carla Lourenço.

De referir ainda que estes projectos serão lançados em conjunto com a realização do Campus Party Portugal 2007, projecto para o qual a Impresa Digital vai investir mais de meio milhão de euros. Com o patrocínio da Cisco e da Eurotex, o evento tem no AEIOU o portal oficial, contando também com o apoio do Expresso, Blitz e SIC Radical (media partners) e da Câmara Municipal da Batalha (institucional). Para este evento a Impresa Digital espera receber mais de dois mil participantes”.

in Meios & Publicidade

Desculpem lá o excesso de posts MyGames mas de facto é isto que tem sido a minha vida ultimamente. Vamos lá tentar publicar mais qualquer coisa…

MYGAMES: NASCIMENTO DE UMA REVISTA #3

Estamos a documentar a criação de uma redacção para uma nova revista. E isso inclui muito mais do que conhecimento enciclopédico, um teclado e ideias debitadas para o ecrã.

Isto pode não ser divertido para todos os visitantes do UN, mas pelo menos é diferente.

As “personagens” são a ex-redacção da Mega Score: eu próprio, o Frederico Teixeira, o Gonçalo Brito (que tem o mérito de editar estes vídeos) e o Jorge Vieira.

MYGAMES: NASCIMENTO DE UMA REVISTA #2

Estamos a documentar a criação de uma redacção para uma nova revista. E isso inclui muito mais do que conhecimento enciclopédico, um teclado e ideias debitadas para o ecrã.

Isto pode não ser divertido para todos os visitantes do UN, mas pelo menos é diferente.

As “personagens” são a ex-redacção da Mega Score: eu próprio, o Frederico Teixeira, o Gonçalo Brito (que tem o mérito de editar estes vídeos) e o Jorge Vieira.